Uma operação, deflagrada nesta quinta-feira (3) pela Polícia Civil do Piauí (PC-PI), desarticulou um grupo suspeito de extorsão em ambiente cibernético. Com apoio da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), foram cumpridos cinco mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão na cidade maranhense de Açailândia contra suspeitos de usar perfis falsos de mulheres nas redes sociais para atrair as vítimas.
“Após estabelecer contato, os suspeitos obtinham imagens íntimas das vítimas e exigiam pagamentos que somaram cerca de R$ 80 mil. Para dar maior verossimilhança às abordagens, os perfis dos envolvidos continham imagens de mulheres retiradas de perfis de personalidades de outros estados do país”, explicou o delegado Humberto Mácola, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
A investigação foi iniciada após algumas das vítimas procurarem a DRCI. Se passando por mulheres, integrantes do grupo abordavam as vítimas nas redes sociais e, após conversas no WhatsApp, recebiam fotos íntimas. "Munidos desses vídeos, os criminosos começaram a extorquir as vítimas, dizendo que tinham que pagar dinheiro e colocavam a vítima nessa prisão psicológica”, disse o delegado.
Foto: PC-PI
Em uma das trocas de mensagens, o criminoso pede que a vítima faça o pagamento de R$ 1 mil para ficar "quieto" naquele mês, alertando que o valor aumentaria caso não recebesse a quantia. Na sequência, a vítima lembra que em três dias transferiu R$ 5 mil, mas que faria um novo depósito. Após receber um suposto comprovante falso de transferência, o criminoso cobra satisfações, mas é ignorado.
A suspeita é que o grupo atuava há pelo menos cinco anos, com vítimas em diversos estados. “A vítima não conseguia dormir, viver, não ter a rotina dela normal e começava a fazer as transferências. Quando viu que aquilo não parava, que estava se transformando em uma bola de neve, ela nos procurou e os investigadores começaram a fazer a análise dos perfis e chegamos até a autoria", destacou Mácola.
Apontado como líder do esquema, Gustavo Almeida segue foragido: "Ele usou inclusive contas de familiares para receber esses valores. Dizia que estava ganhando dinheiro jogando, jogos de bets e jogos ilegais, e assim a família acreditava, mas na verdade ele estava praticando essa extorsão”, pontuou a autoridade policial.
As investigações continuam em andamento, e a PC-PI trabalha para identificar outros envolvidos na prática criminosa.
Fonte: cidadeverde